Os jogos mentais educativos vão para além da parte
lúdica, facilitam e estimulam a aprendizagem por meio da interação
Estudantes,
na foto, colocam em prática as teorias aprendidas em sala sobre jogos mentais
Os
jogos educativos mobilizam esquemas mentais, estimulam o pensamento, a
ordenação de tempo e de espaço, ao mesmo tempo em que abrangem dimensões
da personalidade como a afetiva, a social, a motora e a cognitiva.
Pensando
na importância da interação, do desenvolvimento dos alunos da educação
superior, em diferentes áreas do conhecimento, Hélio Amazonas, professor
universitário do Centro Universitário Estácio do Ceará, em Fortaleza, percebeu
alto grau de evasão e de dificuldade dos alunos aprenderem matemática. Ele
conta, que com o jogo, observou maior integração, concentração e receptividade
às coisas novas, entre os alunos. “Além disso, os jogos
melhoram o posicionamento estratégico, a própria articulação do jogo que
envolve ataque e defesa, é preciso muita estratégia e conhecimento do outro
jogador”, conta.
O professor conta ainda que
está disponível para compartilhar as ideias dos jogos com outras universidades
e que atualmente está desenvolvendo outro jogo, o Quarteto.
Na
foto, primeira equipe Mancala Centro Universitário Estácio do Ceará, Unidade
Moreira Campos
Mancala
(do árabe naqaala - "mover") é na verdade a denominação genérica de
aproximadamente 200 jogos diferente. Originário da África, onde teria surgido
por volta do ano 2.000 a.c.
(Para
alguns o jogo tem mais de 7.000 anos), é jogado atualmente em inúmeros países
africanos, mas já extrapolou as fronteiras deste continente.
Hélio
conta que a pesquisa ainda está em andamento. “Somos hoje 60 mil alunos que
circulam na universidade. Somos 4 unidades espalhadas na capital. Em sala de
aula, a resposta dos alunos é devolvida imediatamente em todos os sentidos, na
interação e integração com o professor”, afirma o professor que acrescenta que
até mesmo houve queda na evasão acadêmica e o aumento da participação dos
alunos nos trabalhos acadêmicos.
Ana
Karine Pereira, acadêmica de Jornalismo (Comunicação Social) na Estácio Unidade
Via Corpvs, aluna da disciplina Lógica Aplicada, conta que o contato com a
matemática desde o ensino fundamental a deixava assustada, mesmo assim ressalta
a importância da matemática, especificamente da lógica aplicada, para o
desenvolvimento dos alunos do ensino fundamental ao superior.
Weden
Carlos, acadêmico da graduação em Comunicação Social com habilitação em
Jornalismo pelo Centro Universitário Estácio do Ceará, unidade via corpvs,
aluno da disciplina Lógica Aplicada com professor Hélio Amazonas, afirma que ao
ter contato com o Mancala, suas expectativas foram superadas. “Confesso que
temia encarar uma lousa repleta de cálculos, mas o professor Hélio Amazonas soube
desmistificar o conteúdo, mérito dele. Além disso, Weden relata que
considera-se “meio tímido” e comemora, por ser o 1º campeão competição Mancala
Estácio Ceará, unidade Via Corpvs. “Deu para misturar as sensações. Modéstia
parte, sou o 1° vencedor de uma partida de Mancala na Estácio Ceará, Unidade
Via Corpvs”, diz.
Projeto é aberto a toda comunidade acadêmica do Centro Universitário Estácio do Ceará
Alunos,
professores e todos aqueles que fazem parte do Centro Universitário Estácio do
Ceará estão convidados a participarem dos projetos voltados para os jogos
mentais. Alunos que participarem ganharão pontos por atividades complementares.
Os interessados deverão enviar um e-mail com nome completo, no caso dos alunos,
além do nome, enviar matrícula acadêmica e o curso de graduação ao qual faz
parte para o coordenador do projeto, Hélio Amazonas: hramazonas@yahoo.com
Algumas
ações, hoje, dos jogos mentais, visam despertar o interesse e o envolvimento
com as questões matemáticas, especificamente para aquelas relacionadas a
disciplina de lógica aplicada. Entre as ações, estão as palestras agendadas,
oficinas de Mancala e Quarteto, preparativos para exposição da artista plástica
Núbia sobre o Mancala, I Torneio do Centro Universitário Estácio do Ceará e
divulgação da lei 10.639/93, que visa sobre o ensino da história e cultura
afro-brasileira e africana, ressalta a importância da cultura negra da formação
da sociedade.
Além
disso, todos os semestres, o Projeto Mancala percorre as quatro unidades do
Centro Universitário Estácio do Ceará, em Fortaleza, para apresentação aos
estudantes, oportunizando assim, uma maior divulgação e preparação dos alunos
para disciplinas voltadas para matemática e que exijam pensamento lógico.